| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Poospizinae |
| Wolters, 1980 | |
| Espécie: | T. sordida |
O saí-canário (Thlypopsis sordida) é um passeriforme da família Thraupidae.
Das seis espécies do gênero, esta é a única que habita as terras baixas ao leste dos Andes. É encontrado sozinho, em par ou em pequenos grupos de 3 ou 4 indivíduos. Na Amazônia é encontrado próxima à água, mas no sul frequenta o topo das árvores, movimentando-se incessantemente. Também é chamado de bonito-canário (São Paulo), canário-sapé e ituviara (Paraíba)
Seu nome científico significa: do (grego) thlupis = pequeno pássaro desconhecido, talvez um tentilhão ou um rouxinol; e opsis = com aparência de; e do (latim) sordidatus = maltrapilho, mal vestido, com roupas sujas. ⇒ Pequeno pássaro mal vestido ou pequeno pássaro com roupas sujas.
Mede cerca de 13,5 centímetros. As características que tornam fácil a identificação desta ave são a cabeça amarelo-alaranjada e o corpo cinza-esverdeado. Estes tons variam conforme a subespécie, tornando-se mais ou menos amarelados ou acinzentados conforme a região.
Seu canto não chama muita atenção, lembrando vagamente o do canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), porém menos intenso.
Possui três subespécies:
No período reprodutivo (julho a novembro), canta de maneira semelhante ao canário-da-terra-verdadeiro, origem do nome comum.
O ninho é construído a pelo menos 5 metros do solo, feito de fibras vegetais como a paina, teias de aranha e gravetos finos. A fêmea é responsável pela maior parte da construção, mas o macho colabora carregando o material necessário para a confecção do ninho. Nele são postos 2 ou 3 ovos, azul-esbranquiçados com manchas pardas, que são incubados pela fêmea. Quando nascem os filhotes, estes são alimentados pelo casal.
Vive solitário, em pares no período reprodutivo. Em agosto e setembro formam-se grupamentos de até 8 aves, podendo tratar-se de migrantes em passagem pelo Pantanal e dirigindo-se para o sul. Entretanto, pouco é conhecido de sua biologia, não se sabendo a razão desse gregarismo ocasional. Vive em formações florestais secundárias e até mesmo em cidades bem arborizadas. Ocupa os estratos mais altos e médios da floresta, raramente indo ao chão. Locomove-se de forma típica, subindo pela ramaria em zigue-zague e em seguida praticamente soltando o corpo e caindo em direção ao tronco da próxima árvore.
Possui ampla distribuição na América do Sul e em boa parte do Brasil nas regiões NE, CO, SE e S. No Norte é mais restrito aos ambientes de várzea do rio Solimões e alguns de seus grandes afluentes como o Madeira (AM, RO). Também nos países vizinhos da Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, e o NE da Argentina. A ssp. orinocensis é restrita à calha do rio Orinoco, na Venezuela.